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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008


DIDÉ RODRIGUES

“Digam o que disserem, o mal do século é a solidão. Cada um de nós imerso em sua própria arrogância esperando por um pouco de afeição.” (Renato Russo)


Uma palavra só...

Falar de um músico do passado muitas vezes se torna muito difícil devido a falta de informações. É preciso então cair em campo e pesquisar sobre ele. Curiosamente, para mim essa é a melhor parte, pois faço uma viagem ao universo dessa pessoa. A gente termina o trabalho cheio de satisfação diante de tantas buscas por um só objetivo. Há dias atrás fiz a cobertura de um evento musical, no Centro Esportivo e Cultural, o Tributo a Legião Urbana. À minha maneira, tentei fazer a coisa de forma poética e crítica ao mesmo tempo, como comentou o meu amigo Ilton (fã da banda, que se fez presente prestigiando a festa). É quase impossível agradar a todos, e só por causa da ausência de um dos músicos em uma foto, recebi reclamações (ainda que indiretamente). Eu até preferia que ele tivesse vindo a mim e reivindicasse o seu destaque. Ora, sei muito bem que mesmo um outdoor não teria espaço suficiente para estampar a importância que algumas pessoas imaginam ter. Por isso, cara Didé Rodrigues, talvez seja essa minha última matéria sobre um artista contemporâneo aqui da nossa cidade. Com amor e com medo vou tentar falar um pouco sobre você. Depois disso não falarei mais sobre alguém que tenha menos de 50 anos.

Loirinha atrevida

Quando conheci nossa cantora, ela estava começando a sua carreira artística. Senti que era muito talentosa. Nesse ínterim, juntamente com alguns amigos, fiz o I Tributo a Roberto Carlos, na antiga Fornalha. Por essa época, Didé Rodrigues era contratada da casa, e qual não foi a nossa surpresa quando, três dias antes do nosso evento, ela inventa de fazer seu show com repertório exclusivo do rei, inclusive anunciado em carro de som. Confesso que ficamos desapontados. Era como se ela tivesse pegando carona na nossa idéia. Que loirinha atrevida! Felizmente nossa festa aconteceu e foi um sucesso de público e crítica. E a cantora revelação deu uma “canja”.

A intérprete

A menina foi crescendo musicalmente que já carecia uma festa só para ela. E foi assim nos anos que se seguiram. Seu último show foi um tremendo sucesso. Mereceu do meu amigo Paulo Roberto França uma belíssima matéria, cujo título já dizia muito: “nasce uma estrela”. Por problemas particulares perdi essa festa, mas pude comprovar o sucesso através das matérias e comentários que saíram a respeito.

O CD
Esse seu disco de estréia, apesar de esotérico, como sugere o título, mais parece divino, tal é a sua capacidade de interpretar vários clássicos da MPB. Vander Lee (que bem parece o Gonzaguinha dos anos 70) é o responsável pela faixa de abertura, onde Didé interpreta a sua Onde Deus Possa me Ouvir, de maneira como quem quer chegar mais perto do céu. Daí em diante ela passeia por diversos clássicos da nossa música e eu fui, a cada interpretação sua, buscando uma comparação. Não consegui identificar ninguém. Ótimo, ela tem personalidade, tão nova e já está criando um estilo todo seu. Curiosamente o cancioneiro do rei se faz presente em duas canções. De autoria de Luiz Ayrão, gravada por Roberto em 1966, Nossa Canção aparece em versão moderna, bem no estilo da Vanessa da Mata, uma das últimas a regravá-la. Ternura, uma versão do saudoso Rossini Pinto, sucesso na voz da Wanderléa no início da carreira e que lhe deu o apelido de ternurinha. Também gravada de forma magistral pelo rapaz de Cachoeiro do Itapemirim, em seu disco de 1977, essa canção se tornou um clássico. “Toda ternura que eu lhe dei ninguém no mundo vai lhe ofertar...” Com arranjos e produção de Alex Miranda, um “fera” da nossa música, esse trabalho tem tudo para acontecer. Fico na torcida para que em seu próximo disco você continue com toda essa garra e profissionalismo. Torço também que seja então um disco autoral, explorando os nossos compositores. Nossa cidade é muito rica nesse sentido, falta alguém para dar vazão a essa enxurrada de composições inéditas.
Uma nova mulher
Encontrei-me com a nossa cantora dias atrás e percebi também que ela está mais serena, mais amável. Terá sido isso, fruto da convivência que você teve com uma flor, num passado recente, Didé? Como músico, conhecedor das imensas dificuldades que nossa classe enfrenta diante do poder público, só desejo que nesse novo ano você possa conquistar maiores platéias e tenha sucesso em seus novos projetos, pois você é a estrela da nossa canção popular. Nunca se esqueça porém, de ser grata com aqueles que lhe cercam e até com os que, hoje apesar de ausentes, um dia foram peça fundamental na sua caminhada. Sucesso sempre! (Eliel Silva)
“A ternura faz seu ninho nas pequenas coisas, nos ridículos de um rosto, nas manias de cada um. Quando perdemos um amigo, talvez sejam seus defeitos que choramos.” (Exupéry)


Um comentário:

Anônimo disse...

Diante de tantos elogios do Elieu, fiquei curioso em conhecer o trabalho da Didé.Confesso q não a conhecia . mesmo morando em Ceará Mirim, passo a maior parte do tempo em Natal e não participo muito dos eventos culturais da terrinha.Onde adquirir o cd e qual o valor?
Um 2009 de paz p todos.
Ilton Soares.